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(Escrito para Ciranda)
Fiz contas... fiz orçamento,
Vi quanto posso ganhar
Para a família suster...
Nem mais pensei no momento:
É hora de casamento!
É isso que vou fazer!...
Cheguei juntinho da querida
Que eu em silencio amava
E pedi-lhe a “sua mão”...
- Minha amor...já sou casada!
Bateste na porta errada
Aqui não te safas não!
Peguei no meu violão
Senti a face corada...
E pensei comigo então:
- Solteiro, não fico não!
Vejam bem esta safada,
Que logo me deu “tampão”
Agora é sério, “amigão”!
Fui ter com a Mariana,
Minha antiga namorada
(que de mim muito gostava)
P’ra resolver casamento...
Mas... de novo, em mau momento!
E logo ouvi então
Da boca da Mariana:
- Ó meu velho, ó meu querido,
Bem queria casar contigo!
Já que casavas comigo...
Mas tenho homem na cama!
Ó que sorte desgraçada!
- Santo António, por favor,
Se és Santo casamenteiro...
Tira-me desta embrulhada!
- Porque não encontro amor?
Achas bem ficar solteiro?!...
Cala a boca, ó parvalhão!
- Disse o Santo já zangado...
Toca aí no violão
Que mulheres não faltam, não...
Mas se pedes só “pedes a mão”
Como podes ser casado?
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