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(Em memória de minha Mulher)
Hoje…
É dia de teus anos, Isabel!
– Queria falar contigo
E dar-te um beijo;
Sentir de teus lábios doce mel,
Ouvir a tua voz…
– Ó quão falhado tal desejo!
Ofereço-te flores das que mais gostas:
Orquídeas por ti mesmo plantadas
E um ramo que comprei,
D’outras que muito apreciavas:
– “Coroas de rei”,
No vulgo assim chamadas!
Sessenta e cinco anos… – que saudade!
Há dois que nos deixaste, que partiste!...
Parece até mentira tal verdade,
– Razão que a saudade não consente!...
Porque o amor… E a memória de ti
Em mim persiste!...
E enquanto vivo for,
Em meu peito ”viverás” com muito amor,
Porque amar-te-ei eternamente!...
Coimbra, 15 de Abril de 2005
F. Reis Costa
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