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Fernando Reis Costa

   

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Palavras...
© Fernando Reis Costa

     

 

Quero lá saber de métricas ou de rimas!
Escrevo o que sei, o que sinto e o que sou!
Quem gosta, gosta; quem acha mau e não gostou...
Paciência! – Defeito meu que humano sou...
E por acaso (...acho graça) – até rimou!...
Ninguém é perfeito...
E eu, pobre mortal, 
Não poderei ter esse defeito?...
Claro que perfeito, não! - Isso não sou! 
Pois se tal fosse... Era anormal!... 
E eu, a mim apenas quero ser igual...

- Pensem em "Pessoa", esse Poeta genial,
Que escreveu um tal poema: “Em linha recta”...
...Ai se fosse eu, que escrevesse tal e qual,
Chamar-me-iam de “pateta”!...
E, afinal...
Vejam que lindo esse poema é!
Eu, pessoa sou; mas não “Pessoa”...
E jamais nasci p’ra ser poeta!
Mas sempre que minha alma doa
Isso prometo: – com rimas ou sem elas,
Escrevo como sei coisas singelas!...

Ainda que um dia...
Alguém me chame louco ou ache graça...
E, por chalaça... 
Até nisto veja poesia!
Mas, se assim for,
– (aqui até soava bem a rima!) – 
Eu peço por favor:
Vejam nas palavras só amor,
Rebeldia até, saudade e dor...
Tudo isso, sim... – não poesia!PALAVRAS...

Quero lá saber de métricas ou de rimas!
Escrevo o que sei, o que sinto e o que sou!
Quem gosta, gosta; quem acha mau e não gostou...
Paciência! – Defeito meu que humano sou...
E por acaso (...acho graça) – até rimou!...
Ninguém é perfeito...
E eu, pobre mortal, 
Não poderei ter esse defeito?...
Claro que perfeito, não! - Isso não sou! 
Pois se tal fosse... Era anormal!... 
E eu, a mim apenas quero ser igual...

- Pensem em "Pessoa", esse Poeta genial,
Que escreveu um tal poema: “Em linha recta”...
...Ai se fosse eu, que escrevesse tal e qual,
Chamar-me-iam de “pateta”!...
E, afinal...
Vejam que lindo esse poema é!
Eu, pessoa sou; mas não “Pessoa”...
E jamais nasci p’ra ser poeta!
Mas sempre que minha alma doa
Isso prometo: – com rimas ou sem elas,
Escrevo como sei coisas singelas!...

Ainda que um dia...
Alguém me chame louco ou ache graça...
E, por chalaça... 
Até nisto veja poesia!
Mas, se assim for,
– (aqui até soava bem a rima!) – 
Eu peço por favor:
Vejam nas palavras só amor,
Rebeldia até, saudade e dor...
Tudo isso, sim... – não poesia! 

    

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