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No “Parque da Cidade”, junto ao Mondego,
Vi um casal no banco do jardim…
Com tal ternura, juntinhos, em sossego,
Dando sinais dum amor que não tem fim!
Cabelos já grisalhos – é verdade;
Quem sabe se recordando a juventude…
Mostravam que o amor não tem idade
E que amar, vale a pena, amar assim!
Podemos da juventude ter saudade;
Mas o amor, assim perpetuado,
Não se dissipa na idade se sentido.
Na vida, o amor não tem idade:
É um sentimento nobre e tão sagrado
Que só pode “ad eternum”ser vivido!
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