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O terraço da casa da velha senhora
parecia uma estação de primavera.
Faz tanto tempo...!
Cadeiras de balanço,
barcos de papel, velocípedes,
jarros de cacto e jasmins,
encantos aos pares:
quantos sóis, quantas luas
e um punhado de estrelas.
Coisas da vida
que iluminam a alma
para manter o equilíbrio
do planeta.
“...tempo de verão fazia poeira”.
Os sonhos se multiplicaram,
E o flanboiã ganhou tamanho,
Igual ao pé de feijão
(quase tocando o céu)
em maio a uma infinda
ciranda de fantasias.
Brotava uma luz
no rosto da velha senhora.
Agora,
as folhas de outono
cobrem o terraço de silêncio.
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