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Ibernise Morais

   

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FILHINHO DA MAMÃE
© Ibernise Morais

     

 

Filhinho distante... Que fazer? 
Estás tão longe do meu lazer, 
Da rotina, das minhas zangas... 
Lembro os olhinhos... Miçangas... 

Ah! Teus olhos... Que brilho! 
Como é franco e calmo teu riso... 
Como é tênue tua figurinha 
Feliz... As faces rosadinhas! 

Lourinho irrequieto e treloso. 
Pequeno, querido... Maravilhoso! 
Meu sonho em tuas brincadeiras, 
Carrinhos espalhados na esteira... 

Tanto tempo, fico no trabalho... 
Penso em ti, em casa no assoalho... 
Carente de zelo, meu benzinho! 
Minha paixão, meu grudinho... 


Este poema dedico a todas as mães que trabalham e precisam deixar seus filhinhos em casa... Vão, mas, ficam morrendo de paixão e de pânico, e o pior de muito sentimento de culpa... O espaço social para as mães trabalhadoras ainda está muito injusto e sem representatividade. As mães ainda estão recebendo como favor um direito e um dever da sociedade para com essas bravas cidadãs... 

* Núcleo Temático Filosófico. 
Ibernise M. Morais Silva. Boa Vista (RR), 26.10.1975. 
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.

    

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