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Ibernise Morais

   

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A CERTEZA DA DOR
© Ibernise Morais

     

 

Civilizações primitivas e atuais
Desenvolvem seus próprios rituais
De estoicismo ensinando, com amor,
O enfrentamento da certeza da dor...

Mesmo vivendo a certeza do medo
Sofrem sentindo da morte o arremedo...
Preparam-se todos para a coragem
Dando ao sofrimento nova roupagem.

Treinamento penoso sem flexibilidade
Desenvolve a emoção como habilidade
Para manter o censo com equilíbrio
Diante de qualquer sacrifício...

Excerto do Poema A CERTEZA DA DOR

A pátria é mãe, e prepara seus bravos para esse enfrentamento e pune com a desonra e até com a morte o desertor, é fato, é história. Os pais preparam seus filhos e filhas para serem fortes. As dores da vida são o grande desafio, e às vezes, é necessário enfrentá-las; Socialmente, no grupo como reafirmação, fora dos limites protetores da individualidade.

É subjetivo, não explícito, mas vergonhoso não se suportar a dor com bravura. Ensina-se ao homem não chorar ensina-se a mulher a parir sem gritar... O sofrimento tem que ser contrito, e só os reflexos, que são biológicos, traem. Como Alceu Valença, canta: “... Na tortura toda carne se trai... displicentemente o nervo se contrai...”

Núcleo Temático Filosófico.
Ibernise M. Morais Silva. Recife (PE), 08.12.2006.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.
 

    

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