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A gaveta, o homem consertava,
Mas de um martelo precisava.
Pensou pedir ao seu vizinho,
E ficou dialogando sozinho...
E se ele não me emprestar?
E comigo ficar a reclamar:
Um martelo vá logo comprar!
Já sei, poderemos até brigar...
Saiu de casa muito zangado
Chegou à casa do coitado
Que ouviu muito espantado
Grosserias do homem bravo.
Mudo viu o pobre homem ir
Andando a passos largos, sair,
Sem tempo para se despedir,
E mais... Sem o martelo pedir!
Excerto do Poema O HOMEM E O MARTELO*
As fantasias são concretas como uma rocha... Freud, concordando com Jung, afirmava em relação aos americanos... “Nós lhes trouxemos a peste...” As novas considerações sobre o inconsciente iriam, com certeza, interferir naquela realidade. Mergulhados num pragmatismo energético e extremamente empreendedor, cada americano passaria a duvidar. Despertaria para seu conflito mais recôndito, e se surpreenderia ao soltar os escorpiões das profundezas da mente. Confrontar fantasias com sentimentos reais, exige preparação e acolhida. Aqueles pensadores da mente não estariam surpresos, se vissem agora, francos atiradores matando crianças em escolas, alto índice de suicídios, obesidade... Intervenção e guerras... Desconsideração à determinação da ONU, quanto a legitimidade de certas guerras... Exercício de uma supremacia, em relação ao resto do mundo que poderia até ser muito questionada. Enquanto maior potência... Deveria, isto sim, ser um exemplo não só de riqueza material, mas de paz para a humanidade.
* Núcleo Temático Filosófico..
Ibernise M. Morais Silva. Indiara (GO), 06.03.2007.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.
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