|
|
A tempestade chegou, trazendo o horror
para muitos. Alagou as ruas, provocando
o caos no trânsito e só o mendigo
permanecia indiferente à catástrofe,
deitado na calçada.
O seu sono era tão profundo
que a tempestade não o despertou.
O volume e a fúria das águas impediram
os pedestres de circularem pelas ruas.
Apagou carros, no meio de pistas,
gerando grande confusão.
Transbordou bueiros, destruindo
calçadas e asfaltos e, só o mendigo
permanecia indiferente à catástrofe,
deitado na calçada.
O seu sono era tão profundo
que a tempestade não o despertou.
O vendaval destelhou casas,
deixando inúmeras famílias desabrigadas.
Derrubou árvores e postes de luz,
expondo à população ao perigo, assim como
arrancou das mãos de uma senhora,
a sua sombrinha, deixando-a furiosa
e, só o mendigo permanecia indiferente
à catástrofe deitado na calçada.
O seu sono era tão profundo que a tempestade
não o despertou. Pobre homem!
De tão acostumado a viver ao relento
e a enfrentar muitos verãos,
outonos, invernos e primaveras nas ruas,
dormia tranqüilamente, jogado na calçada,
sem se abalar com os estragos da tempestade.
|
|