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Minha Poesia quer liberdade de forma e autonomia temática.
Minha Poesia não quer
estar indiferente
aos problemas do meu país.
Minha Poesia quer o lirismo de Luís de Camões;
a ousadia de Gregório de Matos;
o bucolismo pastoril de Tomás Antônio Gonzaga;
o domínio estilístico de Gonçalves Dias;
o canto humanitário de Castro Alves;
o saudosismo de Casimiro de Abreu;
a habilidade descritiva de Machado de Assis;
a visão existencial de Olavo Bilac.
Minha Poesia não quer
ficar esquecida
dentro de uma gaveta.
Minha Poesia quer os tons crepusculares de Eduardo Guimarães;
a oralidade de Simões Lopes Neto;
a arte de compor de Mário de Andrade;
o intimismo e a subjetividade de Cecília Meireles;
o anticonvencionalismo de Mario Quintana;
a historicidade de Erico Verissimo;
a originalidade expressiva de Carlos Nejar;
o sensorialismo de Luiz Antonio de Assis Brasil.
Minha Poesia não quer
estar indiferente
aos legados do Grande Poeta,
Nelson Fachinelli.
Minha Poesia quer do fantástico e maravilhoso Operário das Palavras
a simplicidade e a beleza de seus versos;
o refinamento e a contemporaneidade de suas palavras;
o domínio da impressão e da análise de sua arte;
o condoreirismo e a religiosidade de sua poesia;
a espontaneidade de sua oratória;
o espírito de luta e de fraternidade que norteavam o seu dia-a-dia;
a hombridade de seu jeito de ser e de agir.
Minha Poesia não quer deixar, no Dia Nacional do Poeta, de homenagear
e de agradecer
à pessoa que lhe abriu as portas do meio literário.
Obrigada, Amigo Querido e Mestre da Poesia, Nelson Fachinelli. (20/10)
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