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Vejo palavras percorrerem caminhos;
ora levadas pelos homens,
ora levadas por diferentes
meios de comunicação.
Algumas são secas, frias e duras;
outras, encantadoras, dóceis e fascinantes.
Se elas fossem segredar histórias
que ouviram ou registraram,
ficariam horas e horas ocupadas.
São tantos os fatos e causos
que o livro teria uma edição infinita.
Como as palavras possuem poderes!
Ora são mágicas; ora, reais.
Às vezes, embora silenciosas,
traduzem significados singulares;
em outras situações, como:
quando verbalizadas oralmente,
correm riscos de serem esquecidas
por muitos e memorizadas por poucos.
Tudo dependerá do vento das emoções.
Se for brisa, gravar-se-ão na memória,
mas, em caso de vendaval, serão jogadas
ao além e, certamente, perder-se-ão.
Todavia, se as palavras forem escritas,
caso não nos agradarem e convir,
de tempo em tempo, poderemos apagá-las,
mas se forem agradáveis, certamente,
serão relidas e estarão a dar vida
a novos sentimentos e experiências.
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