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A tarde está alheia à vida.
No ar, nenhuma emoção.
O verde das árvores
está apático e sem brilho.
O sol, de tempo em tempo,
aparece receoso para,
em seguida, esconder-se;
não quer compartilhar
o clima de desmotivação
que tomou conta das ruas
da capital sul rio-grandense
e de sua população.
As pessoas olham a vida passar,
mas ficam indiferentes a tudo.
Nas calçadas, folhas amarelecidas
e muita umidade;
nos corações, muitos temores
e nas almas, muitas aflições.
O dia amanhecera preguiçoso
e traumatizado
com os fatos do cotidiano.
Pela manhã, o vento removeu
algumas impurezas da terra
e lágrimas brotaram do céu,
purificando, um pouco, a terra,
mas de nada adiantou,
os homens continuaram a ver
a vida passar alheios
aos problemas do mundo.
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