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Desponta uma luz fulgurante
Nascida de asas abertas
Que se abriram num par de taças
Afloradas
Orvalhadas
Descobertas
Pelo dedilhar dos deuses
Tocando a música alquímica
Que desfaz os apegos
Que rompe os grilhões
Do cárcere do corpo
E eleva a vontade
À condição do ouro
E sobem num sopro
Que a pele ajuda sentir
E só quer compartir
Como esteio
Ponte de arrimo
Combustão necessária
Pro vôo acontecer
E lá se vão em éter
lantejoulas cintilantes
Luzes faiscantes
Que sabem subir...
Ir além... ao Éden perdido
Ao princípio antes do fim
Pra refazer o sentido
Restituir a soberania
Da glória do sentir!
Voem solenes, asas do amor!
Chovam e orvalhem todo o chão da terra!
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