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Deslizo meu veleiro mar adentro
Sobre ondas inconstantes
Que teimam em me levar
Debaixo de sol ou chuva
Em mares bravios ou calmarias
Navego rumo a um horizonte
Às vezes por brumas encoberto
Mas deixo o sol me guiar
repousando minhas metas
Num suave deslizar...
E à noite as estrelas amigas
Apontam rumos
Indicam direções
Conscientes do meu velejar
Percorro cada espaço
Alcançando distâncias
Que nem mesmo previ
É a minha essencialidade
Sedenta do seu porto
Ansiosa por sua chegada
Ao tempo sem tempo e espaço
Ao rumo das almas vívidas
Que buscam na liberdade
De Ser e de sentir
O ensejo da integralidade
E meu barco à deriva
Embalado pelas ondas
Compõe a canção da Paz
Deixando através de espumas
O mapa do meu cerne
Que andou esquecido
tantas vezes substituído
Pela luta dos meus egos.
Agora viajo... navego
Sem âncoras, nem amarras.
Quero aportar naquela praia
Onde dormem meus sonhos maiores
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