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Hoje quero uma chuva de estrelas
A invadir minha vida
Preciso fazer parte delas
E me deixar subir luminosa,
Dentro desta constelação,
Que me invade inteira,
Pra levantar meu chão.
Não quero mais ser dor...
Nem lágrimas auto-piedosas
Quero a força a me reconduzir
Num universo de reconstrução
Quero a vontade de prosseguir
Sem quedar chorosa no caminho.
Preciso ser mago de mim mesma
Ser alquimista dos meus medos
E buscar a fonte do renascer.
Quero retirar dos ombros,
A fragilidade inútil
Introjetar na alma
A busca incessante
De quem se cuida...
De quem mesmo doída,
Sabe secar o pranto
E se fazer gigante.
Vou levantar-me agora...
E fortalecer meus ombros...
Se posso ser sombra...
Também posso ser luz...
Se posso ser dor,
Também posso o contentamento...
Pois a força que me rege
É mais que a que me tomba...
A LUZ que me reveste
É mais que a dor que me despe...
A vontade que me levanta
É muito mais poderosa
Que a mágoa que me atrofia...
Sou fonte de vida...
Sou árvore do paraíso...
Sou canto... sou poesia...
E neste canto me debruço,
Pra converter-me em magia.
Agora sou a vida que vive em mim.
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