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De meus olhos vertem lágrimas...
da minha boca um sussurro apenas...
E da minha alma, eterna sentinela,
Brotam palavras no silencio frio.
Enxugo as mãos do esforço inútil...
Recolho por instantes, as emoções.
E na calma tarde de vento tépido
Me espelho na sombra que ficou.
Era eu vestida ontem de alegria...
Também me reconheço em momentos festivos
Onde cantar, dançar, sorrir,
Era habitual em todos os dias.
Agora resta um eu reinventado
Feito de remendos e até remédios...
Agora é reflexo das fantasias,
As que por tanto tempo me sustentaram.
Quem viver verá...
verá sim... uma eterna metamorfose
Uma longa reposição de valores
E uma estóica tentativa de ser feliz...
É deste esforço que sempre nos refazemos...
É desta troca que nos nutrimos...
Porque muito melhor do que nos lamentarmos,
É importante nos reabastecermos.
E só a nossa força nos reconduz.
Só nossa própria vontade nos fortalece.
Somos filhos, Herdeiros do Universo
E precisamos receber nosso quinhão.
Nos fartarmos dos bens que nos legaram
E compor sempre, a sinfonia da vida.
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