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Faz frio no coração
A lareira desprovida
Fogo apagado
Emoção retida
Num momento que ficou
Ficou sem nome
Sem referência
Sem atenção.
O olhar na janela
Esta fria espera
Faz lembrar que existiu
Existiu sem limites
Sem barreiras
Sem defesas
E agora, a brasa que resta
Não sabe ser incendiada
Não com um simples sopro
Nem com uma palavra solta
Só a sutil realidade
Do que sente e transparece
Do que ama e convence
Do que é amado e nutrido
Pela verdade do amor
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