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Da semente que à terra lancei, eu vi nascer
A árvore, que a sua sombra, depois me deu,
E para, nesta vida, ela poder crescer
Eu vi, o que tanto nesta vida, também sofreu...
Todos os dias, com carinho, eu aqui vinha,
P’ra água, lhe poder dar de beber,
Porque o amor, que eu, tanto lhe tinha,
Não me deixava sentir, e vê-la com sede, a sofrer.
Que bela e forte, ela foi sempre crescendo,
E, tantas foram as vezes, que à sua sombra me sentei,
Deixando que nos meus sonhos; quando eles estavam querendo...
Eu visse também teu rosto, o rosto que nesta vida tanto amei!
E quando, num outro dia, desta vida, eu partir,
Deixando tudo, e esta árvore, que um dia, vi nascer,
Não quero, no meu coração também sentir,
Sentir, que nesse dia, também ela, por mim, irá sofrer
E se a sua seiva, com tristeza, ela chorar
Porque sentiu, que para sempre, isso aconteceu,
Então deixem, meu corpo, para sempre, aqui ficar
Deitado, à sombra da árvore, que na vida, a sua sombra me deu.
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