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Noite fria, tão fria, tão longa, que tanto tarda em passar,
Em que meu corpo, sozinho, aqui jaz nestas pedras, deitado,
Por todos os que passam, sem olharem; p’ra sempre abandonado,
Sem ninguém, comigo, tão pouco já se importar...
Meu corpo, só sente o frio da noite... e os ossos a enregelar,
meu sangue, em minhas veias... só ele, neste corpo, ainda quente,
Mas meu corpo, dormente, agora já nada sente
Nem sono tem... p’ra poder dormir... e sonhar.
E este meu velho corpo, que neste chão duro dormiu,
Que só cartões velhos o taparam,
Sentiu calor, sentiu tristeza, sentiu frio...
E sentiu o gelo das gentes, que por ele, na vida, passaram.
Mil pensamentos pela minha cabeça já passaram
Até o desejo de com esta minha pobre vida acabar...
Para assim poder partir e descansar,
Nos outros mundos, que meus sentidos sonharam.
E um dia a sua hora de partir... também chegou,
E com ela, acabou o que tanto nesta vida cá sofreu,
E o poeta soube... que de tudo o que nessa vida ele sentiu,
Uma coisa bela, Deus, com amor, uma noite lhe ofereceu,
Já que mil estrelas brilhantes, dançando no céu, ele viu
E mil cometas e mil sóis, nessa noite, ele conheceu.
Na noite...
em que para os Sagrados Mundos de Deus, ele p’ra sempre partiu!
( J. Carlos – Abril 2007 )
Ó VÓS RICOS DA TERRA!
Os pobres em vosso meio, são Minha incumbência a vós;
cuidai dessa incumbência e não tenhais em mira somente vosso próprio ócio.
( 54 – Palavras Ocultas de Bahá’u’lláh )
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