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José Carlos Primaz

   

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NOITE DE FRIO NA ALMA...
© José Carlos Primaz

     

 

Noite fria, tão fria, tão longa, que tanto tarda em passar,
Em que meu corpo, sozinho, aqui jaz nestas pedras, deitado,
Por todos os que passam, sem olharem; p’ra sempre abandonado,
Sem ninguém, comigo, tão pouco já se importar...

Meu corpo, só sente o frio da noite... e os ossos a enregelar,
meu sangue, em minhas veias... só ele, neste corpo, ainda quente,
Mas meu corpo, dormente, agora já nada sente
Nem sono tem... p’ra poder dormir... e sonhar.

E este meu velho corpo, que neste chão duro dormiu,
Que só cartões velhos o taparam,
Sentiu calor, sentiu tristeza, sentiu frio...
E sentiu o gelo das gentes, que por ele, na vida, passaram.

Mil pensamentos pela minha cabeça já passaram
Até o desejo de com esta minha pobre vida acabar...
Para assim poder partir e descansar,
Nos outros mundos, que meus sentidos sonharam.

E um dia a sua hora de partir... também chegou,
E com ela, acabou o que tanto nesta vida cá sofreu,
E o poeta soube... que de tudo o que nessa vida ele sentiu,
Uma coisa bela, Deus, com amor, uma noite lhe ofereceu,
Já que mil estrelas brilhantes, dançando no céu, ele viu
E mil cometas e mil sóis, nessa noite, ele conheceu.

Na noite... 
em que para os Sagrados Mundos de Deus, ele p’ra sempre partiu!

( J. Carlos – Abril 2007 )

Ó VÓS RICOS DA TERRA!
Os pobres em vosso meio, são Minha incumbência a vós;
cuidai dessa incumbência e não tenhais em mira somente vosso próprio ócio.
( 54 – Palavras Ocultas de Bahá’u’lláh ) 

    

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