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Olhos brilhantes, corpos rastejando
Na terra lamacenta, vermelha, ensanguentada,
Seus corpos trémulos, na noite, e no vazio segurando,
Nas mãos crispadas, o gatilho da espingarda,
Esperando, sozinhos... sem ninguém, sem desejos... só esperando.
Dias longos, gritos na noite escura, a morte procurando ...
Quantas tristezas e lamentos, numa amarga sensação,
De homens morrendo, e o seu sangue misturando,
Com a terra, que até ontem, aos homens só lhes dava o pão.
E para quê ? porque depois... muito tempo depois... tudo acabou.
E tantas luas, tantos sóis, tanta chuva, também por lá passou,
E o arado do lavrador, as sementes a essa terra misturou,
Esquecendo os outros tempos; tempos de morte, de dor e desolação ...
E na linda seara, que naquela terra vicejou,
Uma criança, na primavera, docemente, seus joelhos pôs no chão,
E suas ternas mãos, lindas papoilas vermelhas, apanhou.
Vermelhas, como o sangue, que um qualquer soldado, um dia lá deixou.
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