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Pobre, que de mim,
Sozinho, sem um rumo... abandonado,
Neste deserto agreste; mundo do ser humano,
Procurando aquele oásis, sem um fim,
Senão o de encontrar um lugar, um sonho, há tanto procurado.
Sinais de tempos, dum mundo em pleno ódio e confusão,
De sentimentos perdidos, velhos, desencontrados,
Um mundo, agora louco, sem aparente solução...
Tempos, destes tempos, de corações amargurados,
Desejando que passem, para que voltem outros tempos desejados.
Sentir o temor da guerra, do ódio e da solidão,
Mas desejar que o deserto se renove e de novo se transforme
No mais verde encanto, início d’uma nova era...
É um desejo que me persegue e que me enche o coração
É um desejo que me mantêm e tira o que me consome
É o desejo de, ainda ver nascer uma nova Primavera.
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