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Dizem que os meus poemas, é somente solidão,
Que neles, apenas falo da tristeza e da dor,
Agora ao voltar a lê-los, penso que todos terão razão,
Que eles só falam de amarguras... e não de alegria e amor.
Quanto tempo, e caminhos, tenho andado na procura da beleza
Quantas tristezas, mas também as alegrias, eu na vida já olhei
E isso, agora me trás só desassossego e tristeza ...
E não era, o que da vida desejava, nem o que p’rá vida sonhei.
Sonhei um mundo de paz, de muita alegria e amor,
Onde crianças brincassem, sem o medo de cedo poder morrer,
Mas olho p'ró lado e que vejo ?... só guerra, tristeza e dor,
E tanta gente morrendo, sozinhos, ou sempre na vida a sofrer.
E essa amargura é talvez o meu sentir, e a paga dum pecado,
Ou será, como um grito de angústia, p’ra não vir a enlouquecer,
Porque estas letras do meu sentir, são as letras do meu fado,
E nele estão meus poemas tristes, poemas, que escreverei até morrer !
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