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Mergulho minhas mãos, nas águas desta ribeira,
E com elas lavo o rosto, que na água lá se vê,
Para esconder as lágrimas, que por ele, vão escorrendo ...
Lágrimas que se soltam, e que vão e vem com os pensamentos,
Elas que são de alegria, ou de tristeza, que eu já não sei porquê,
E que agora partem, misturadas nesta água, que para o mar está correndo.
Entre o alegre e triste, olho para o espaço que se vê e me rodei,
E oiço o murmúrio do vento, por entre as árvores sussurrando,
Mil palavras de alegria, de conforto, de paz e de amor ...
E assim acalmo, minhas tristezas, meus anseios,
Ouvindo a natureza que me chama, e me diz o quanto me está amando,
Para que eu seja feliz e esqueça, para sempre, a minha dor.
E deixo que minhas lágrimas tristes, nesta água, também elas vão correndo,
Por entre as fragas, pelos vales e montanhas procurando,
O oceano azul, onde finalmente juntas, para sempre, vão ficar ...
Mas porque, tudo o que me rodeia, acalma o quanto estou sofrendo,
As minhas lágrimas tristes, que dos meus olhos se estão soltando,
Finalmente, se transformam em lágrimas felizes, de alegria e de amor,
E não mais partem ... elas ficam ...
Porque são agora as lágrimas que vem, para da tristeza, a minha alma lavar !
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