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A tristeza do meu olhar, pousa nestas secas e tristes folhas amarelas,
Sentindo, no seu cair, o chegar do fim da sua vida outonal...
Tal como a minha, que já me foge, como a vejo fugindo nelas,
Sem já poder voltar atrás, ou iludir a vida no seu tempo... ele, imortal.
Folhas que se soltam, como as lágrimas que dos meus olhos estão caindo,
Pedaços de corpos que à terra mãe, serenamente, se vem juntar,
Num ritual místico em que a natureza está sentindo,
O fecundar de uma nova vida... vida que irá de novo começar.
E de novo meu olhar se volta para o espaço e tempo que está passando,
Já que uma prece de amor, da minha mente, se está soltando,
Por sentir, que na morte, a vida não se está perdendo...
Porque no final do seu Outono, ela já está de novo aparecendo,
No nascer das tenras folhas, anúncio do início duma nova era,
E nas mil folhas verdes, e nos mil cheiros, do nascer duma nova Primavera!
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