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À voz que ama
E renitente conclama
Ao futuro enfrentar
Respondo indiviso
Que amar é possível,
Mesmo sonhando.
Aguardo, destemido,
O que está por vir,
Pois desde agora o alvo é o céu
Meu ser é um todo,
Meus sonhos, a realidade presente,
E, sob os auspícios deste agora,
Amo em mim a paz que fica,
Venerando a felicidade que se demora
Pois este tempo tem razões de ser
E seu porvir, jamais se encerrará.
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