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Quem é Zezé, que ao amor não sente
Ao prazer está indiferente
De si mesma descuidada, carente,
Aos sonhos indiferente,
Ledo engano.
Engastado em meu peito
Traz no olhar brilho marcante,
Sublime, arrebatador.
Contudo, não sei, nem creio,
Quem é Zezé?
Esta linda mulher
Que ao meu coração quer
Agora recolhida em silencioso repouso
Nos lençóis da aromática alcova.
Tão bela, tão simples, tão mágica,
Misteriosa interrogação
Que ao meu peito infunde
O lento lamento da dor que contunde.
Esbelta, é tenaz,
A mim atrai, a si satisfaz,
Oh, que aflição demorada,
Que passem as horas,
E se consumem os sonhos,
Não posso esquecer
Pois preciso saber,
Enfim, quem é Zezé?
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