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Esvoaçam esdrúxulas bruxas
Ao redor de meus desenganos
Esvoaça o destino e seus desalentos
Em torno da dor, neste momento,
Voam livremente as gaivotas
Na amplitude celestial, que ao mar espelha,
Contêm tais asas, mágico ungüento
Fazem-me ver quão afônico está o sofrimento
Mãos entrecruzadas a si mesmas se aquecem
Vibra em nós uma paixão que encarece
Com suas razões o verbo genitivo
De buscar no infinito, além céu e mar,
A luz última, o verdadeiro encanto,
Tudo aquilo que na paz vibrante
Verdadeiramente nos enriquece
Até mesmo quando a imaginação
Em seus vôos enternece
A paz do verbo amar!
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