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Escurece
Reencontro as dores
Que não me pertencem
Simplesmente invadem-me
Sem anuência do querer
Mas se busco da vida a luz
A tudo isso devo entender
Marca-me a solidão
Reprisando seu marcante poder,
É quando,
Retiro-me de mim mesmo
Desdenhando no próprio ego
O ressentimento,
Pois não suporto mais sofrer
Este transe tocante
Que certamente devo olvidar
Porém, se temo o presente,
Sei, chegará o alvorecer,
Que após o findar das noites
Em sua seqüência natural
Mostra-me o vazio das longas horas,
De soturnidade monotônica,
Conseguindo me envolver
Apunhalando-me a alma,
Algo de que me desfazer
Porém, com certeza,
Ao raiar de um novo dia
Toda essa dor irei relevar
Não permitindo ao coração
A falta de esperança
Que sinto ao anoitecer
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