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Noite em cujo seio obscuro
Também me perco nas próprias incertezas
Que a vida me ensinou a aceitar
Em vão, em ti procuro
Respostas para o frio que me marca
Sei e sinto que neste sofrer
Há algo dos amores perdidos no tempo
Como se fosse uma nau sem rumo
Este pequeno coração contrito,
Também pela dor atingido
Durante o longo tempo da procura
Sem muitas razões de ser
Pergunto-me com insistência
Quando despontarão na orbe celeste
As estrelas da esperança
Fontes de luz e alívio?
Enfim, quando,
Me deixará a incômoda sina
De não enxergar e sentir
A certeza do amor
Que abranda e aquece
Nestas solitárias e tristes noites
De solidão hibernal?
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