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Que letras trago n’alma
Para falar-te de amor
Que vozes há em meu peito
Quando, em sua ânsia incontida,
Reclamam os sentimentos o suave porvir
Nos abraços envolventes
Da tão benquista amada.
Com que letras enfim,
Grafarei a frase final,
Confessando-te, em irreversível rendição,
Amar-te desde já?
Pois se até mesmo,
Os espaços interestelares,
Legítimas testemunhas oculares
Calados, com o fulgurante brilho dos astros,
Declaram em definitivo
O que lhes enobrece e encanta,
Sim, nossa aurora sentimental,
Pois já raiou o sol das letras
Com que se escreve a palavra amor!
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