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Inquieto está
o coração que me habita.
Mostro-lhe o sentir desalinhado
desta busca ansiosa.
Quero-o tranquilo
seguro em sua morada,
mas que nada,
revolucionou-se o interior
onde antes havia sonhos
instalou-se uma paz trocada.
Vitimado pelo acaso,
mergulhei no mar das paixões
onde vivi um querer ilusório,
de somente desejar,
buscando na volúpia dos apetites
saciar-me com o passageiro.
Questiono-me se apenas quero,
se verdadeiramente amo.
Revejo nesta busca inquieta
os perfis do amor
cujos contornos,
a cada dia mais claros,
também a mim farão feliz.
Continuarei sonhando,
mas agora,
despertado pela razão
sinto a alma pacificada
à inquietude, disse não.
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