|
|
Será esta sede
A sede – meu corpo e alma,
Onde se manifesta inclemente
A dor da saudade
Que habita em mim?
Será tua ausência,
Do destino uma anuência,
De algo que não consigo esquecer?
Ou haveria na doçura de teus lábios
O prazer que jamais olvidarei?
Quem gerou esta algia atroz
Que também me ameaça
E aos poucos me atém a seus nós?
Pois ela, tão marcante,
Tornou-se pungente e audível
Nos momentos de solidão
Tal e qual labareda feroz
Vagueia nas sendas d’alma,
Perseguindo-me,
Reencontra meu ser
Nos descaminhos que teus passos,
Ao me precederem,
Abriram neste insone coração,
Mas enfim,
Não te esqueças de mim
Para que, não ressurja aqui,
Oh, sim, em meu peito,
A desventura de não mais ser teu
Amar-te e pertencer-te
Pois a finitude do amor inexiste
Em meu coração aprendiz,
Que, à espera de ti,
Não mais quer ficar
Portanto, que logo se encerre,
Isto sim,
O que do amor, a nós fere,
Oh, doce eleita
Não desejo partir
Sei que meus dias
A findar não deveria
Na persistência desta sede de ti
|
|