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Foi te esperando
que te encontrei
e nos intervalos desta paixão
fui ficando,
a cada quando,
mais teu
mais meu
mais nosso
devotando à unicidade dos sonhos
o crer na unidade dos desejos
e ensejos de nós dois,
simplesmente isso,
imaginar-te, docemente ao meu lado,
a amar-me com volúpia contradicente
numa impulsividade tépida
puro recipiente de nós dois
e neste agora ardente
sem a caducidade dos minutos
imergimos nas horas quase infinitas
para romper o véu do tempo
vivendo o simples sentimento
do poder amar.
Sorver a revivescência
desta união sentimental
desconhecendo os limites
da temporalidade,
que jamais lhe ofuscará
a eterna razão de ser.
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