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Naquele instante, o Sol, circunferência ardente que se
desenhava no horizonte, derramou sobre nós o encanto de
sua cabeleira esparramada e começou a deslocar-se pelo
firmamento.
Pássaros cortavam suas luzes, cantando ao calor.
Naquele instante, o azul do firmamento sorriu
transparente e colheu-nos em suas nuvens macias.
O repouso cantou ao nosso ouvido, impondo-se
discretamente.
Naquele instante, nossas mãos se encontraram , sentindo
que a sorte do universo estava entre elas. Viveram as
aventuras da descoberta e, com a pulsação de suas veias,
desenharam as trilhas do futuro.
Naquele instante a harmonia universal presenteou-nos com
o testemunho de sua existência, banhando-nos da
respiração bondosa de todas as criaturas de todos os
tempos.
Naquele instante, a Lua acariciou nosso despertar e o
adormecer do sonho.
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