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Estava eu escrevendo um texto, uma poesia,
quando meu tão mimoso gatinho estendeu,
em meu colo, as patinhas pedindo que o seu
corpo eu pegasse, silhueta bela, esguia.
Deixei de lado a página que eu escrevia,
a caneta também para melhor poder
aos apelos do bom animal atender
aproveitando tal momento de alegria.
Meus poemas ficarão para um fururo incerto
do qual nem sei o que poderei ver de perto
mas a felicidade que o gato oferece
esta é tesouro bem precioso que terei
para sempre e comigo um dia levarei
pelo passeio em que nada morre ou perece.
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