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Enquanto morre a Lua no céu, longo e escuro
corredor do universo em que sua luz se apaga,
o oceano bom descansa em sua última vaga
e a noite vaga só, pelo universo duro
Em que a felicidade acho que nem procuro
eis que não voltará de sua última saga.
Por tê-la cultivado, no tempo se paga
algo que não se deve, colado no muro
que esconde o belo bosque encantado do bem,
onde se encontra o bem que a gente já não tem,
que agente quer guardar bam na palma da mão.
E que afinal está onde quer que estejamos
eis que, de qualquer modo, nos acompanhamos
do que ficou guardado em nosso coração.
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