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Naquele mês de AGOSTO
a INJUSTIÇA chegou,
traiçoeira e covarde,
nem bateu à porta:
arrombou !
Rasgou nosso trabalho,
cuspiu sobre o mérito
que cultiváramos.
Quebrou nossa alegria,
arrancou-nos do lar
que fora nossa vida,
aquela casa amada !
Naquele mês de AGOSTO,
anos de ditadura,
de silêncios culpados,
caímos na rua
e a casa antiga
que se tornava nosso novo lar
nos viu chegar em pedaços.
Se nossa união não fosse
o que fora até então,
se não multiplicasse
ainda mais nossos laços,
naquele mês agosto
teria restado apenas
restos de nosso SANGUE.
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