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Do Olimpo desce uma Musa para mim,
a mesma que foi grande amiga de Musset.
Ela fala comigo como falou com ele:
às vezes consolando, indiferente às vezes.
Ela, minha gatinha e eu, dialogamos
muitas vezes de dia, em geral à noite,
em meu gabinete ou em meu terno leito
onde guardo em silêncio meus males e cruzes.
Para me distrair ela me conta histórias
de poetas que conhece, cita de memória
os versos de suas dores e felicidade.
Em seu dourado caderninho, com cuidado,
ela me pede pra assinar e docemente
ao lado de uma flor meu nome ela escreve.
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