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Das veias de meus segredos, a centelha
acende em fila indiana as aquarelas
de sentimentos que partem batendo asas
sem qualquer meridiano ou qualquer paralelo.
Minha ânfora escondida faz jorrar seqüelas
e derrama andorinhas de asas de cambraia,
meus silêncios de anacoreta, em desordem,
cavalos reluzentes partindo à vontade.
É a hora dos brilhos, de um mar de luzes,
cintilante do leite de todos os mamíferos,
dos bichos, das estrelas, dos seres sensatos;
da enciclopédia de versos impetuosos,
dos cansaços que quase me fecham os olhos :
escrevo sem parar – é a hora iluminada.
Lia-Rosa Reuse
Do livro (Francês/Português)
LueuR-Rose LuaR-Rosa
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