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Um belo homem forte ao computador
mastiga a ponta da caneta de um pila.
Mordiscando-a com ar de muito bom menino
sente o gosto e o calor de um bonito seio.
Sente-se estremecendo de felicidade
quando a caneta toca e a seguir a lambe.
Com delicadeza guarda-a no bolso,
sem saber se contente tem o corpo ou a alma.
Pensa em uma mulher agitado sonhando,
perguntando-se se ela existe e de medo
de perdê-la, assim mesmo escreve-lhe uma carta
de amor, que grava com sua mais terna voz,
para que ela receba um dia seus sentimentos:
"Eu te amo, me ouves ? " sem parar lhe diz.
Lia-Rosa Reuse
Do livro ( Francês/Português )
Chant de Sirène Au Bord du Fantastique
Canto de Sereia À Beira do Fantástico |
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