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Você poesia cantora,
sangra aqui,
com tua voz de sombra,
encoberta de musgo.
Canta nesta taberna,
entre os ciganos,
a emoção dos duendes.
Queima o teu sangue,
bárbaro de eremita.
-Que a morte e a vida
se contemplam,
entre a navalha e os pastores
sob as redes de vento,
e as línguas dos rios
morrem sob o vulcão.
Mas , há um caudal profundo
que só escorre do coração!
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