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Onde aquele rosto?
Onde aquelas mãos desnudando
a ânsia e os beirais
de nossos corpos nas turbas outonais?
Onde aquele selo esfolando-se
e o vapor daquelas nuances
tingindo nossos madrigais?
- Que os corpos falam
e se resvalam e se trescalam
porque descansam
e agonizam juntos
e nunca se evaporam
entre as sombras
quando a noite se esfumaça
e se remodela e se retraça...
porque na vertigem e na graça,
se abrem e morrem como as sementes
que guardam o gosto puro
e o mistério dos desejos,
das romãs, de manhãs
com suas folhas escritas, esparsas...
Teu corpo e tua alma nunca
se fazem ausentes,
tua forma nunca informe
se desentrelaça!
E há que levantar véus.
a cada chegada!.....
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