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Guarda o teu perfume,
o teu bálsamo ,
o teu peso, a tua leveza,
que sob a escuridão,
sob o lodo fértil do Nilo,
Lótus é brancura.
Embalsama os teus lírios de pó,
àquele que realmente te busca
e guarda sob o cristal dos olhos,
no invólucro do tempo,
o afago e a adaga
do arco-íris que te sangra.
Desnuda-te àquele que te vê
e somente comunga com teus altares,
e não te supõe em vis mares,
porque conhece teus desejos
e sabe que nunca assaltaram a aurora.
Revela-te à quem te quer em silêncio,
e entre as acácias douradas
te suplica,
a flor dos teus seios de argila.
És serva,
a tua pena é de MAAT!
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