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Lilian Reinhardt

   

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A ÂNFORA E O MANTO
© Lilian Reinhardt

     

 

Sob o claro-escuro da imagem,
o ritmo cinzelado da bagagem,
o torso nu ,
denunciam ao circunstante
a dura rota em derredor dos jazigos...

Mas, no pergaminho da alma,
cunha o escriba pictografias,
mapeantes alegorias,
liras e trilhas de amor...

Ecos de teares desafiadores,
de profundas águas,
de quebradas bilhas,
dançam aos olhos do sol em córdeis,
e em silogismos deixam esses rastros:
marcas da ternura sob a argila dos pés.

Enigma na escrita do horizonte,
o manto é névoa, ó ânfora,
na tua sombra própria e projetada,
porque na ribalta escura e enevoada,
a vida é breve...

Apenas um sopro leve,
entre lírios e canções de pó!.  

    

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