|
"...em eterno retorno?!..."
(Samsara)
do barro do meu barro, minha alma, meu sertão,
vozes da minha aldeia,
sonoro labirinto, ritornelo,
Transmutação!...
Sensíveis cordas do Verbo!
...abri portas sob os celeiros
cozidos de sal.
Extrai desse cheiro de pó,
o fel de crinas de ninhos empalhados.
Recebi dos deuses como óbolo,
a patena, a loucura,
e uma suave amargura
de levitar o corpo dos desejos,
sobre a arena!
Entre as feras, de mim,
deixei-me à parir...
e sob o quintal e o mural,
grafitei-me para o anoitecer.
Na redoma da pele
ascultei na alma os oráculos...
|
|