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Bem, hoje vou contar pra vocês uma experiência
Que passei esta semana: Estava na ante-sala aguardando
Para ser atendida em uma consulta médica, quando entraram dois jovens.
Um era um pouco mais gordinho do que eu e muito bonito!
O outro era um rapaz belo e definido.
Devia ter no máximo 18 anos.
Quando vou ao médico gosto de ler.
Estava muito concentrada na leitura.
Os dois começaram a conversar e não consegui me concentrar mais...
Comecei a prestar atenção na conversa deles.
“Será que posso chamar aquilo de... Conversa”?
Fiquei imaginando:
Eu sou o problema ou eles?
Tenho um sobrinho rebelde, que se pudesse morava comigo.
Adora vir em minha casa, mas não deixa de dizer na linguagem dele: “Gíria”:
Ô tia, tem que ficar mais pra frente, falar uma linguagem mais jovem, maisss...
Sabe como é né? Maisssssss...
Então perguntei? Quantos maisssssss?
Ele respondeu: menooosssss... Cafona!
Então respondi com uma pergunta: Ser cafona é meu modo de falar?
E ser moderno é o seu modo? Ele respondeu: - sim!
– obrigada Senhor, porque sou cafona!
Se passar mais meia hora ao lado dele, tenho medo que isso pegue!
Olho para ele e pergunto: é contagioso?
Ele responde: depende: acho que a senhora é imune.
Dou graças!
Voltando ao consultório, comecei a pensar:
A inversão de valores está tão comum que ninguém se importa!
Não estou falando sobre a linguagem da GÍRIA... Nãoooo!
É sobre um idioma conhecido mundialmente!
Muito comum no Rio de Janeiro...
– “O palavrão”.
O nosso tradicional Português, o meu preferido,
Embora tenha que aprender e aperfeiçoar pelo resto da minha vida,
Não aparecia naquela conversa tãooooooo... Vergonhosamente animadora.
Principalmente por causa do local que estávamos.
Os traços da malandragem e da inversão de valores
Estão atingindo a maioria eeeee... Virou moda mesmo!
Em especial para nossas crianças, adolescentes e jovens.
Como estava enganada!
Neste dia fui assistir ao Jogo de futsal do time de minha filha no Castelo,
Sob a direção da professora JÔ de Souza.
Comecei a conversar com o pai da menina que é amiga de minha filha.
Estavam jogando contra.
Ele falava cinco palavras em um claro português e três eram... Palavrões.
Então pedi: Por favor, com todo respeito, pode falar minha linguagem?
Ele perguntou: “EEMM”? Não entendi!
– Nosso velho português sem palavrões.
Eu sou da antiga neste ponto.
E estou ficando sem graça.
Dá para o senhor fazer um pequenino esforço?
-Ô! Minha senhora, eu é que peço desculpas!
E começamos a conversar no meu entender... Normalmente.
Nosso tradicional PORTUGUÊS.
Bem, voltando ao consultório,
Esta era a linguagem dos rapazes,
Em gargalhadas e muita euforia... A mesma que citei acima.
O palavrão.
Estava tão interessante que apanhei meu caderninho de anotações dentro da bolsa, comecei a traduzir aquelaaaa... Conversa! Exemplo: Cara.......... Como gostei do seu pai! Achei o maior............................ Também o melhor........ Mas..... .... Meu.............. Pô foi um...............
E assim a conversa ia sucessivamente.
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Quando falaram de uma pessoa mais importante, iiii tremi!
Os palavrões eram muito mais fortes.
Por que não dizer mais... Acentuados.
Então pensei: Fiquei no passado ou os valores foram completamente invertidos?
“Pedi meus neurônios que já estavam saindo pelos dedos dos pés”,
“Que retornassem” para que eu pudesse raciocinar.
Já sei: “Os valores estão sendo invertidos”,
E a FAMÍLIA está sendo... “DETERIORADA”.
O que fazer numa situação como esta?
Olhei para um lado, depois para o outro e vi que pra todos,
Era tão comum e senti como um peixinho fora d’água!
Os meus ouvidos, nessa altura já não eram mais o sentido auditivo,
Mas sim uma tentativa de assimilar a tradução.
“Por favor, neurônios fiquem”! Não vão embora!
Era muito para meu entender!
A atendente avisou-me que a cliente estava saindo,
E podia aguardar na porta do consultório.
Já tinha conseguido traduzir tudo que havia escutado!
Antes de entrar no consultório, com o risco de ser mandada para aquele lugar,
Cheguei até eles e entreguei a tradução da conversa.
Falei aos dois: Caso interesse a ambos,
Não pude deixar de ouvir uma conversa tãoooo... Produtiva!
Decidi traduzir para vocês no nosso idioma, que já está ultrapassado,
Mas graças a Deus ainda é o principal no nosso Brasil.
- Aaa!...Vocês são estudantes?
–Sim. –
Já estão na faculdade?
- Não. 3º ano.
- Respondi: Ótimo.
Espero que não se ofendam com o que vou falar...
Ummm, Eeeee... Vocês pretendem fazer faculdade?
- Sim. Ano que vem. Vamos começar o cursinho do pré-vestibular!
- Ummm!... Cursinho!
- É. Curso preparatório para Universidade. Entendeu?
- Claro. De repente você falou tão bem, que fiquei... Surpresa!
É bom aluno em português, nosso idioma?
Claro, dona! Também sei que o português é o nosso idioma.
- Pode me chamar de Maria Lucia.
(Então uma senhora dá uma cutucada em minhas costas e pergunta):
- Posso entrar em sua frente? Eu sou depois de você!
-Aaaa, sim. Claro, claro...
Continuei: - Que bom! Fala outras línguas?
- Eu só falo o Espanhol! O gordo aqui, fala o francês e o inglês.
-“Surpreendente”!
- Por quê?
-Com todo respeito, quando vocês estavam conversando tão alto,
Na linguagem dos palavrões, tive impressão que não haviam
Aprendido falar nossa língua. Então traduzi tudo que estavam
Falando dentro do meu entender, para nossa linguagem tradicional:
O português. Mas vejo que vocês o conhecem e muito bem!
Também observei que ninguém ligava para o linguajar dentro deste ambiente.
Senti-me uma estranha no ninho, um peixe fora d’água...
- No meu tempo, ou melhor, dizendo, creio que até o ano passado,
As pessoas sabiam separar a maneira de falar,
Dependendo do ambiente que estavam.
E aqui, tudo está tão comum que apenas eu me espantei!
Se não se importam, fiquem com a tradução e aproveitam e vejam se está certa!
Eles olharam espantados para mim, então pensei:
É agora que falei o que quero e vou ouvir o que não quero!
Prepare-se Maria Lucia... Aí vem bomba!
- A senhora nos desculpe! É que quando venho aqui, acompanhando o gordo,
Chegamos lá de fora batendo nosso papo e nem nos damos conta onde estamos.
Ninguém nunca reclamou. E nós vimos que era tudo normal.
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- Por que quando vocês vêm lá de fora,
Não conversam desta maneira que estão falando comigo?
Acostumem a falar a linguagem correta!
Quando tiverem trabalhando em suas profissões,
Vão ter que fazer muito esforço para falar a linguagem natural.
Comecem a treinar a parti de agora. No vestibular há prova de redação.
Se o responder for nestes termos e o editar também... Crê, não vai dar muito certo!
Deus nos deu o poder da escolha.
Cabe a cada um de vocês terem qualidade no falar e no agir.
Muitas vezes deixamos à oportunidade passar.
Nunca esqueçam: "A Sabedoria é Maravilhosa"!
Aprendam a melhorar suas maneiras e verão que sentirão melhor do que são.
Comecem a melhorar o nosso Rio a partir de vocês.
Com isso virão outros e outros;
Quando forem ver terão um povo que restaurou o belo da cultura no falar,
Com isso também passarão a agir melhor.
Sentirão o doce prazer da recuperação de algo que havia se perdido.
Como é bom, quando conseguimos restaurar o melhor que vem de cada um!
Deixei-os com a tradução e entrei no consultório.
Caros jovens! Vocês têm duas escolhas!
Ter uma vida com dignidade ou jogar tudo para o alto
E aproveitar tudo que o mundo tem para oferecer.
Caso escolham a segunda opção, quando tiverem com... Seus 30 anos
Estarão velhos e cansados mentalmente.
Vão descobrir que viveram futilidade e inutilidade.
Ame a vida que Deus lhe deu e façam dela um templo de respeito.
Costumo dizer que cada ser humano nasce com muitos dons especiais!
Com o tempo, depende de com quem ele anda, e a maneira que são educados...
Os dons desaparecem.
Se os pais forem pessoas definidas, que respeitam,
Dão carinho aos filhos sem fazer suas vontades...
Conseguem edificar seu lar e constroem filhos de mente saudáveis.
Não educa filhos com os melhores presentes, nem fazendo a vontade deles!
Educar é um dom que precisa de muita paciência, psicologia e amor.
Com o tempo eles vão aprender a resolver por si mesmo as piores dificuldades
Que a vida tem a oferecer.
Pais: lembrem que um futuro construtivo
Depende da maneira que vocês se comportam perante eles
E da maneira que os educam.
Para eles, vocês são espelhos, é o ponto de referência!
Pensem nisso.
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