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Estou aqui a pensar:
Se Música é a arte de combinar os sons
O Amor é a arte de combinar os dons.
Componentes tão interligados
Que faz parte de nós.
Emoção gerando composição
Que transforma em melodia,
Ritmo, harmonia.
E nessa harmonização
O amor entrosa
Melodiosamente.
Vem um ritmo diferente
Realizando uma grande
Composição.
Então o Sol passa a brilhar
E olhando para o céu
Tenho a ilusão que vejo
Um arco-íris em Clave Fá.
Mas no amor
O principal é a emoção
De dois elos a dançar.
Fica a melodia entre
Dois componentes
Formando sons sucessivos
Embalando cada mente.
Vem o ritmo encadear
Seus movimentos
Através dos sons
Dando melhor acabamento
Combinando os dons,
Sem atravessar.
Numa tônica diferente
Mediante ao movimento
Aparece um intervalo de
Quinta aumentada.
Só para mostrar que a Dominante
É mais ousada.
Nesta ousadia
Um dos dons fica sensível
Com grande tendência
À Tônica retornar.
Assim ele será o principal.
Mas os dons são afinados,
Estão compenetrados
No acorde que formou:
Uma quinta aumentada
Com uma sétima maior.
A sétima maior não agradou...
Vão novamente recompor.
Porque a dissonância
Machucou.
Ela sentiu tão primitiva
Que menor tornou
Ao tentar modificar
Sem ao outro consultar.
Teve uma Síncope.
Tão fraca estava
Tendo deslocamentos
Ficou irregular.
Ele por sua vez
Teve um contratempo:
Um efeito de deslocamento
Do seu estado natural.
Pediu pausas e mais pausas:
Estava na hora dos dois voltarem
Ao estado normal.
Minha homenagem aos meus alunos.
Também aqueles que por aqui passaram e hoje estão seguindo em frente.
Também aos meus filhos Marcos e Anne.
Dois maravilhosos músicos que começaram comigo e me superaram
Deus abençoe a todos!
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