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Quando eu era jovem
E a saudade batia no peito
Saía à rua.
Todos os amigos saindo
Na mesma hora,
No mesmo horário.
Era sábado
A saudade batia forte.
Será que esta união era por que
Éramos sufocados pela ditadura?
De muitas coisas eu lembro e
Uma delas é: ”Como éramos UNIDOS”!
Tempo para colocar a semana em dia.
E assim, matávamos a saudade.
Ainda no Rio de Janeiro
Com meu marido
E meu filho,
Tínhamos esse costume:
Final de semana
Encontro familiar.
Nossos filhos cresciam juntos
E quando chegava
Um determinado horário,
Cada um tomava
O caminho de casa.
Dias para recordar!
Entre esses amigos,
Muitos já foram com Jesus.
Interessante: hoje, quando vou ao Rio,
Quando descobrem que estamos lá
Recebo telefonemas e quando podemos
Reunimos-nos outra vez.
A cidade onde vivo há vinte e dois anos,
Onde criei meu filho,
E tenho uma filha e uma neta
Desta terra,
Mas com origens e educação
Da maneira que eu e meu marido vivemos:
Mantemos nossos costumes.
Aprendi que temos que acostumar
Com as raízes do povo.
Mas, jamais mudar nossa personalidade,
Para agradar a quem quer que seja!
Perguntei e respondi a minha filha:
Anne, “se a galinha puser ovo no chiqueiro”,
Vai nascer pinto ou porco?
Lógico que pinto.
Com a nacionalidade do chiqueiro
E a raça dos galináceos.
Isso, em sã consciência,
É uma constatação
E não um lamento!
As pessoas têm sempre desculpas.
Até quando?
Até que o nosso corpo
Esteja em um caixão
E vão ali para despedida?
“Arranjaram um tempo”!
“O último tempo”.
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