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Lucia Amberget

   

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LÍDIA
© Lucia Amberget

     

 

As lembranças de algo que elevam meu espírito vieram à tona. Sinto saudade! Mas saudade do quê? Não sei. Ou sei? – Sei. De uma amiga que morou perto de mim. De uma amiga que levantava meu astral para a caminhada da vida.

Hoje, veio aqui. Bonita, faceira, falante elegante... Tão sincera que exagera. Tão serena que amena. Tão carente tão eficiente. Nossa! Quanto contraste em uma só pessoa. Pessoa que vive a vida, que luta pela vida, que anseia pela volta da realização da vida.

Esqueça a tristeza que já foi à tristeza que arrasou, mas, que pela fé agüentou.
Erguida estás na bondade divina. Agarre-se a ELE. Não se esqueça DELE. Então irá superar cada etapa, cada anseio, cada desilusão. 

Seus filhos dirão: temos a mãe mais maravilhosa do mundo e nunca percebemos! O que fizemos? Ela carregou durante nove meses a cada um de nós. Ela muitas vezes se anulou por nós.

Eles vão se entender e reconhecer: esquecemos a mãe do primeiro amor. Como filhos pródigos votam em casa. A casa, Lídia, não é o apartamento. A casa é você! Simboliza o reconhecimento e a volta do amor entre filhos e mãe. Então, minha amada, sentirá realizada! Porque em tudo que passou o seu maior sofrimento foi cada filho que se anulou. Do seu lado não ficou. Quem ficou foi à dor. Voltará à ternura da aliança, a bondade da Esperança, o retorno dos três em amor.

Não sentirás mais a perda do que se foi. Sentiras inteira do que já é.

Obs. Para minha amiga Lídia, mulher lutadora que deu a volta por cima.

    

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