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Lucia Amberget

   

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HOJE
© Lucia Amberget

     

 

Hoje não consegui ser inteira. Algo está faltando. Um pedaço da saudade que vai acalmar e serão recordações.

Hoje nada tem graça. Parece que levei uma surra! Algo bateu tão forte que dói a alma.

Agora é madrugada! O tempo se arrasta. Não consigo ficar acordada, também não consigo dormir. Os olhos, não consigo fechar.

Hoje a tristeza veio tão forte! Tive que deletar um nome. Este eu não queria tirar.
Madrugada, então escrevo. Envio enquanto estou viva porque depois da morte não adianta mais. Orgulho, vaidade, desamor, desunião... Depois da partida, a oportunidade se foi.

A vida é curta e tão sublime.
É luta e ao mesmo tempo reconciliação.
É tortura e também Paz.
É estrutura e ao mesmo tempo pés descalço.
É vida e de repente... Morte.

Estou tão só! Que vazio, que arrepio... Inquietudes, nostalgia, perderam a força.
Ah! Tenho direito de fraquejar só um pouquinho!

Agora estou serena. O meu amor acabou de chegar! Nestes dois dias foi tão difícil. Passei pelo vale sozinha. Que solidão! Sozinha não vou mais ficar. “Como é bom!”

Vou correndo pedir colo. Eu quero colo, preciso de colo. Hoje, não durmo só. Estou nos braços do meu amor. Acordei calma, com prazer no corpo e dor na alma.
Meu coração... Chora.

    

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